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memento mori

TIPO DE PROJETO

Exposição Coletiva

DATA

07 de Março, 2026 - 06 de Junho, 2026

LOCAL

Casa Comadre, Rio de Janeiro

ARTISTAS

Anna Bella Geiger, Anna Costa e Silva, Anna Livia Taborda Monahan, Anna Maria Maiolino, Arorá, Carlito Carvalhosa, Laura Vinci, Lenora de Barros, Lucas Simões, Maria Klabin, Mariana Maurício, Marlan Cotrim, Maya Dikstein, Nathan Braga, Rodrigo Braga, Thix e Zé Carlos Garcia.


A Casa Comadre, nova sede do Instituto Comadre, inaugura suas atividades no dia 7 de março com a exposição memento mori, mostra coletiva que propõe um olhar sobre a vida a partir da consciência da morte. A abertura acontece no momento em que o Instituto celebra três anos de atuação, marcando a consolidação de uma trajetória construída a partir de uma rede de parcerias que se estabelecem desde o início e que reflete esse novo capítulo no Humaitá.
Memento mori, expressão do latim que pode ser traduzida como “lembre-se de que você vai morrer”, atravessa a história como um convite à presença. Longe de uma leitura fúnebre, a exposição se constrói como uma celebração da vida tensionada pelo tempo, pelas transformações e pelas pequenas mortes simbólicas que atravessam a experiência humana: rupturas, mudanças, esquecimentos e reinvenções. A morte aparece aqui não como fim, mas como força que reorganiza o olhar e intensifica o presente.
Reunindo artistas de diferentes gerações e linguagens, a mostra apresenta trabalhos de Anna Bella Geiger, Anna Costa e Silva, Anna Livia Taborda Monahan, Anna Maria Maiolino, Arorá, Carlito Carvalhosa, Laura Vinci, Lenora de Barros, Lucas Simões, Maria Klabin, Mariana Maurício, Marlan Cotrim, Maya Dikstein, Nathan Braga, Rodrigo Braga, Thix e Zé Carlos Garcia.
Com curadoria de Gabriela Davies e Maíra Marques e produção executiva de Marcella Klimuk, a exposição inaugura também a Casa Comadre como espaço expositivo, de criação e convivência. O local nasce como um ambiente dedicado a exposições, cursos, encontros, performances e práticas colaborativas, ampliando a atuação do Instituto e fortalecendo sua vocação para a escuta, a experimentação e o pensamento crítico.
“A proposta de ocupação da Casa Comadre vem com a intenção de expandir e continuar a programação institucional da Comadre. Nossa intenção é promover encontros e exposições que provoquem debates sociais que consideramos necessários. A ideia é fazer da casa um espaço de experimentação e troca, um lugar aberto para escuta, exposições, performances e encontros que enaltecem o cuidado e justiça.”
Gabriela Davies
“Vida e morte fazem parte do mesmo ciclo. Abrir uma casa que nasce lembrando da finitude é um gesto real e bonito, reconhecer que tudo passa nos aproxima do que realmente importa.”
Maíra Marques
A abertura do espaço também reafirma o compromisso do Instituto com práticas de impacto social. Em 2026, a organização concentra seus esforços na reforma do Abrigo das Meninas, instituição que acolhe jovens de 13 a 17 anos em situação de vulnerabilidade e afastadas do convívio familiar por medida judicial. A reforma é realizada em parceria com o escritório Cité Arquitetura, e 10% das vendas das obras da exposição memento mori serão destinados ao projeto. O restante dos valores é compartilhado entre artistas, Instituto Comadre e, quando aplicável, galerias parceiras.
Esta nova etapa é resultado direto de uma rede de artistas, parceiros, curadores, apoiadores, fornecedores, feiras e patronos que acreditam na potência coletiva da arte. A Comadre se orienta pela ideia de mutualismo, da compreensão de que transformações reais acontecem a partir de vínculos, colaboração e responsabilidade compartilhada.
Nesse contexto, a participação dos artistas assume papel central não apenas na exposição, mas na própria existência do projeto. A artista Lenora de Barros, integrante do conselho consultivo do Instituto e presença constante em iniciativas da Comadre, participa da mostra com um trabalho inédito que reforça essa relação de continuidade e apoio.
“Acompanho a trajetória da Comadre desde cedo e é incrível vê-la abrindo mais uma “porta”. É um grande passo para criar um espaço de encontro e reflexão. O que me motiva a participar tanto do conselho, como das ações do grupo é justamente essa energia de construção, e a chance de ver a potência da arte e a urgência do compromisso social se tensionarem para gerar transformação real.

“No trabalho desenvolvido para a mostra, ‘a vida vive, a morte não morre’, opero dentro dessa tensão. A vida é movimento contínuo, mas só se reconhece porque existe a finitude. A morte não é experiência direta , é horizonte inevitável. A linguagem é a mediação onde esse embate se formula”
Lenora de Barros
Ao inaugurar a Casa Comadre com memento mori, o Instituto celebra sua trajetória e afirma um espaço onde arte, cuidado e pensamento se encontram, um lugar de pausa e presença que convida a refletir sobre o tempo, a impermanência e o que significa estar vivo agora.

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