A caixa contém:
O Pão Nosso de cada dia, 2025
40cm (altura) x 60cm (largura)
Impressão de pigmento mineral sobre papel Hahnemülhe Photo Rag
O Pão Nosso de cada dia, 1978-2025
Video-performance
Carta assinada por Anna Bella Geiger sobre a obra
Tiragem 20 + 5 PAs
A caixa, a foto e o certificado de autenticidade são assinadas e numeradas pela artista.
50% artista
25% Comadre
25% ATTO
As P.A.s serão destinadas à instituições culturais com a finalidade de exposição pública do trabalho nunca antes documentado.
Esse é um multiplo comemorativo de quase 50 anos da criação da obra O Pão Nosso de cada dia, em 1978. Esse múltiplo viabilizou a recriação da performance e sua gravação no Teatro Unimed, São Paulo, e na Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro em 2025.
Esta ação pública foi realizada apenas uma vez, em 1980, na 39ª Bienal de Veneza — e agora, quase meio século depois, foi apresentada a público. O projeto acontece por iniciativa da ATTO Arte, Instituto Comadre e Mendes Wood DM.
Criada originalmente em 1978, durante o período da ditadura militar brasileira, O Pão Nosso de cada dia tensiona temas como religião, fome, território e os vazios estruturais da sociedade. Na primeira edição, a obra foi composta por um conjunto de imagens reproduzidas em cartões-postais guardados em um saco de pão de padaria. Neles, a artista utilizava uma fatia de pão de forma — escolhida intencionalmente por seu formato regular, ideal para moldar os contornos do Brasil e da América Latina — e esculpia, com mordidas, os mapas dessas geografias, materializando, de forma literal e simbólica, o esvaziamento da fome, do básico e do individual.
Quase meio século depois, a nova edição ressurge como um gesto de permanência e denúncia. “Entre pão, prece e política, seguimos mastigando os mesmos vazios de um país que ainda não garante o essencial para todos”, afirma Maíra Marques, curadora e co-diretora do Instituto Comadre.
A nova edição conta com uma fotografia inédita — uma atualização da imagem original da artista comendo o pão — e uma vídeo-arte da performance. Aos 92 anos, Anna Bella Geiger revisita seu gesto icônico, agora com os sinais do tempo marcados em seu próprio corpo. “Lidamos com o tempo. Imagine, há meio século e agora, quando o nosso, o meu próprio corpo não para de sofrer transformações físicas e mentais. Ainda assim, o significado metafórico da obra permanece o mesmo — um gesto político, especialmente no contexto atual do Brasil”, afirma a artista.
A performance foi apresentada ao vivo ao público em um evento especial que reúne arte, política e reflexão sobre os desafios que atravessam as últimas décadas e seguem presentes no cotidiano brasileiro. A produção da performance é assinada pela Protótipo Filmes.
A edição é composta por 20 múltiplos numerados e assinados, acondicionados em uma caixa especial que inclui uma carta da própria artista. Além da tiragem comercial, a obra conta com 5 provas de artista (PAs), destinadas exclusivamente à artista e a organizações e instituições culturais.
Por se tratar de um espaço com capacidade reduzida, a performance será realizada para um público restrito — convidados da artista e colecionadores que adquirirem a trabalho, assim, colaboram diretamente para a realização da performance.
“Diante da limitação de público no teatro, optamos por destinar as provas de artista à instituições culturais. Dessa forma, a obra poderá chegar a um público mais amplo, para além dos colecionadores, ampliando sua circulação simbólica e política”, destaca Gabriela Davies, também curadora e co-diretora do Instituto Comadre.
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expo memento mori - até 06.06
R$ 15.000,00Preço
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